Fort Romeau
Uma das crianças-prodígio do renascimento house desta década, Fort Romeau fez o seu nome apaixonando o público em clubes - através dos seus discos e também dos discos que escolhe. Incorpora, tanto nas suas produções como nos seus DJ sets, sons-assinatura da house clássica de Chicago, mas também a frieza não-menos-magnética do kraut, do ambient e do techno, injectando-lhes sempre actualidade e perspectiva. O resultado é arrepiante: não é por acaso que o seu talento foi recrutado para gravar álbuns e faixas para editoras tão centrais como a 100% Silk, Live At Robert Johnson, Rush Hour ou Ghostly International.
Um passeio pela sua página no Discogs é suficiente para calcular a influência de Fort Romeau, não só na música de dança, mas na música, ponto final - o produtor britânico já remisturou nomes tão importantes e distintos como Gold Panda, Tony Allen ou até um dos maiores da house que o moldou, Parris Mitchell. Já assinou mixes para plataformas vitais como Dekmantel, Phonica ou Boiler Room. A paixão pelos discos é séria e remonta à infância, quando andava com o pai, um digger convicto, de feira em feira, de loja em loja. Passado um par de décadas, é agora ele quem lança os discos na sua própria editora, a Cin Cin, cujo catálogo inclui discos partilhados com Nick Hoppner (Berghain/Panorama Bar) ou Bézier (Honey Soundsystem). Enquanto DJ, espalha a nova desta música (e de mais descobertas insuspeitas) um pouco por todo o mundo, do México ao Japão, da sua Londres à nossa Lisboa. Estamos tão preparados para lhe dar as boas-vindas.
Jacques Greene
Quando em 2010 se estreou nas edições discográficas pela editora momento desse ano - a londrina Night Slugs - ficou claro ao que vinha: música rica, futurista, de matriz house e alma bass, com uma economia de elementos inteligente mas sem nunca acusar cansaço. Essa forma como ajudou a definir as novas iterações house a seguir ao desmantelamento do dubstep rapidamente o colocou num campeonato de poucos, ombreando com nomes como Julio Bashmore ou George Fitzgerald. Seguem-se as edições na escocesa LuckyMe e o seu primeiro grande êxito underground - "Another Girl". Com esta primeira entrada na consciência colectiva do underground global, Greene começou um caminho de ascenção notável, acumulando fãs, colaborações e lançamentos de substância com uma consistência inegável.
Os lançamentos progridem e, chegados a 2012, pudemos testemunhar a sua incrível contribuição para a editora 3024 de Martyn, "Ready", onde explora um som mais cru, esculpido em instrumentos analógicos, lançando a semente daquilo que viria a ser a imagem de marca dos seus live-acts. A fama de DJ certeiro, em paralelo à sua ascenção como produtor, também se solidificou, e hoje em dia, com um calendário internacional forte, é celebrado pelas suas performances ao comando das pistas mais exigentes. Avesso à sobre-exposição que tanto descaracteriza a scene da música de dança de hoje, Jacques Greene não é artista que procure o holofote - guardando esse lugar para a música em si - mas virá agora ao Lux, dar-se inteiro a Lisboa com a mesma vocação inovadora-mas-sólida a que nos habituou.
- Inês Coutinho
\\ ENGLISH //
Fort Romeau
A real child prodigy of this decade's house renaissance, Fort Romeau made a name for himself by enticing club-goers with his own records and the records he plays. He incorporates, both in his productions and in his DJ sets, signature classic Chicago house sounds, but also the no-less-magnetic, cold sounds of kraut, ambient and techno, injecting it all with nowness and perspective. The results are gorgeous: no wonder his talent was recruited to record albums and tracks for labels as central as 100% Silk, Live At Robert Johnson, Rush Hour or Ghostly International.
A scroll through his Discogs page is enough to grasp Fort Romeau's influence, not only in dance music but in music, point blank - the British producer has remixed all kinds of vital projects, from Gold Panda to Tony Allen or even one of house music's greates, Parris Mitchell. He's also recorded mixes for platforms as vital as Dekmantel, Phonica or Boiler Room. His passion for records is serious and can be traced back to his childhood, when he would join his dad, an avid digger, in quests for lost music in record fairs and jumble sales. Fast-forward a couple of decades and it's him who now puts out records on his own label Cin Cin, with a catralog than includes split releases with Nick Hoppner (Berghain/Panorama Bar) and Bézier (Honey Soundsystem). As a DJ, he spreads this music (and other mesmerizing finds) across the world, from Mexcio to Japan, from his London to our Lisbon. We're so ready to welcome him.
Jacques Greene
When, in 2010, Jacques Greene debuted on one of the label's of the hour at the time - London's own Night Slugs - it instantly became clear what his mission statement was: rich, futuristic, house and bass-inspired music with a clever sense of economy and dancefloor excitement. The way in which he helped define new house music iterations following the breaking down of original dubstep, quickly set him apart into a space very few occupied at the time and got him rubbing shoulders with artists like Julio Bashmore, Joy Orbison or George Fitzgerald. Soon after that, Greene started releasing through the scottish label Lucky Me, and with that came his first huge underground hit - "Another Girl". This first beep in the collective radar of the global underground started his extraordinary ascending path and saw him reach new audiences, collaborations and releases of substance with undeniable consistency.
His incredible entry on Martyn's 3024 catalogue, "Ready" (2012) inaugurated a rawer, more skeletal and analogue-sounding for him, laying the seed of what would become the trade-mark sound for his live-acts later on. Meanwhile, his reputation as a DJ grew solid in parallel with his production work, building up a strong international schedule and a reputation as a performer with a killer instinct for the dancefloor. Positioning himself outside of the constant overexposure eroding today's dance scene, Greene doesn't seek the limelight - leaving the centre stage for the music itself. He will, however, give himself whole to the Lux crowd with the same innovative and solid vocation we love him for.
- Inês Coutinho Lux Frágil
Avenida Infante Dom Henrique
Lisbon
Portugal
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